Coluna Ozinil Martins | O antagonismo da esquerda ao agronegócio!

29 de Maio de 2020

O processo de recuperação da economia no Brasil, pós Covid-19, passa, necessariamente, pelo agronegócio

Impossível negar a importância do agronegócio na pauta de negócios do Brasil. Único setor a garantir a entrada de recursos financeiros em grande volume e que ajuda a manter a estabilidade econômica e política do país. 

A modernidade do agronegócio brasileiro, através de máquinas e tecnologias avançadas, já permitem ao Brasil garantir a alimentação de 1 bilhão e quinhentos milhões de pessoas pelo mundo (Agroemdia). Sem necessidade de aumentar a área a ser usada o setor aumenta sua produtividade com o uso de novas técnicas e equipamentos cada vez menos dependentes de operação por pessoas.

Nossa vizinha Argentina tem, em sua pauta de exportações, o agronegócio como seu grande produto e um potencial que sinaliza que já alimenta (2019), mundo afora, em torno de 600 milhões de habitantes. Observem que, dois países apenas, Brasil e Argentina, podem e já o fazem, garantir alimentos que vão de soja, trigo, suco de laranja, carnes, a mais de 2 milhões de habitantes.

Por que então, o antagonismo dos governos de esquerda ao agronegócio?

Durante os governos de esquerda no Brasil o agronegócio foi relegado, independente de sua importância econômica, a um regime de pão e água. Estradas destruídas, sistema ferroviário em péssimas condições e com malha precária, invasões patrocinadas pelo MST acobertadas pelo governo, acesso a portos arcaicos e os seus operadores vistos como agressores do meio ambiente.

Na Argentina, o Sr. Alberto Fernandez, mal assumiu a presidência do país e, imediatamente, elegeu seu inimigo cordial: o agronegócio. Não bastasse a perda estimada de 16 milhões de toneladas de alimentos por ano em função da qualidade da infraestrutura, as ameaças de retenção de parte do dinheiro arrecadado pelos produtores ou o aumento de impostos de exportação, trazem intranquilidade aos que ainda produzem (El Clarin). 

O exemplo de destruição do setor agrícola protagonizado pela Venezuela e suas prateleiras vazias parecem não sensibilizar a esquerda latino-americana. Sem reservas financeiras a Venezuela vê a fome apoderar-se do país e levar a população ao desespero. Será este o objetivo dos governos de esquerda? Provocar o desespero para, através da distribuição de migalhas, manter a subserviência da população? 

Lembrando Stalin que em reunião com seus comandados mostrava, “ao depenar uma galinha pena a pena e, provocar-lhe a dor, e que em seguida, ao dar-lhe grãos de milho, fazia com que a galinha o seguisse aonde fosse e complementava, assim é o povo estúpido; posso causar-lhe a dor mais lancinante, mas quando lhe dou migalhas ele continuará a me seguir.” 

O processo de recuperação da economia no Brasil, pós Covid-19, passa, necessariamente, pelo agronegócio. Será fundamental expandir os negócios para outros países, diminuir a dependência de exportações para a China e oferecer, como está fazendo o Ministro Tarcísio da Infraestrutura, melhorias nas condições de estradas, portos e ferrovias para diminuir o custo Brasil. Que assim continue!
 

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.

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