Coluna Ozinil Martins | Limitar a linguagem gera submissão!

30 de Junho de 2021

"Inverta-se o que está acontecendo; transforme a mentira em verdade; repita-a tantas vezes que ela se transformará em realidade."

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A população, no planeta Terra, atingiu seu primeiro bilhão de habitantes no ano de 1802; 126 anos após, em 1928, dobrava sua população para 2 bilhões e 59 anos após, 1974, atingia a marca de 4 bilhões de habitantes. Em julho de 2020 estima-se que a população tenha atingido 7.8 bilhões de habitantes com a população crescendo 1 bilhão de pessoas a cada 10 anos.

Estes moradores do Planeta Azul têm que alimentar-se, morar, viver e trabalhar em algum lugar e, é óbvio que o crescimento populacional que o planeta suporta tem uma série de consequências que deterioram a condição de vida de seus habitantes. Plantações de alimentos e pastos para gado substituem florestas, animais perdem seus habitats e são extintos, a poluição cresce desmedidamente, espaços para moradias são ocupados desordenadamente, a violência se sobrepõe a convivência pacífica e surgem aqueles que apresentam as soluções para salvar o mundo. Todos, enfim, têm seus direitos e pretendem exercê-los na prática.

Com o crescimento populacional desmedido os problemas sociais e de relacionamento se avolumam e colocam em dúvida valores e conceitos que nos trouxeram até aqui. As minorias lutam pelo reconhecimento de seus direitos e, nada mais justo do que isto, mas não podem querer impor aos demais seus modelos como ideais da sociedade. Outro ponto a ser discutido pela sociedade é até que ponto os sistemas democráticos resistirão ao crescimento populacional? Até onde a democracia resistirá sem a necessidade de governos autoritários que imporão modelos de gestão restritivos às liberdades individuais?

Bom estar atentos ao que escritores como George Orwell, em 1984 e Revolução dos Bichos e Aldous Huxley, em Admirável Mundo Novo, mostram sobre como controlar grandes populações e transformá-las em subservientes ao poder. Muitas das abordagens mostradas em seus livros já estão acontecendo. Huxley retrata a dosagem do comprimido de soma que é dado a cada habitante do Admirável Mundo Novo, diariamente, para torná-los mais calmos, cordatos e sem vontade própria; talvez possamos comparar o soma às drogas que transitam, livremente, em nossa sociedade deixando os abonados mais criativos e livres de suas correntes e os pobres zumbis-vivos das Cracolândias das grandes cidades, prisioneiros de vidas insignificantes.

George Orwell, em 1984, traz um conceito que propõe a limitação da linguagem como forma de submissão do povo, a Novilíngua. Portanto, nada mais natural do que regimes autoritários que induzam o povo ao uso de linguagem chula e aceitem como normal os erros gramaticais alegando que a forma como se fala deve ser respeitada e aceita. Será que o que está se fazendo com “todes” crianças não é uma tentativa de torná-las submissas? Outro conceito exposto no mesmo livro é o do duplipensar; faça com que as pessoas sejam confundidas invertendo a ordem das coisas, fazendo-as aceitar duas crenças contraditórias como corretas. O que se vê no Brasil de hoje são estes conceitos se transformando em realidade. Inverta-se o que está acontecendo; transforme a mentira em verdade; repita-a tantas vezes que ela se transformará em realidade. A vergonhosa CPI encabeçada por Omar Aziz e Renan Calheiros é uma prova inconteste de como se desvirtua a realidade.

Hitler aproveitou-se da democracia para implantar o regime nazista, o mesmo aconteceu na Venezuela e na Nicarágua; Fidel Castro quando derrubou Fulgencio Batista, prometeu um regime democrático ao povo cubano e acabou presenteando-o com uma sanguinária ditadura de esquerda que já perdura por 62 anos. A ideia da Pátria Grande de Simon Bolívar não foi abandonada e, tem lugar para um país de língua portuguesa! Bom ficar atento ao que está acontecendo por este mundo cada vez mais interligado e mais confuso.

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.

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