Coluna Ozinil Martins | A geração Nem-Nem e o futuro!
09 de Novembro de 2021

Coluna Ozinil Martins | A geração Nem-Nem e o futuro!

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 09 de Novembro de 2021 | Atualizado 09 de Novembro de 2021

 

Em um dos muitos cursos que fiz ao longo da vida profissional, o Consultor de Empresas Marco Antônio Oliveira fez uma abordagem interessante sobre as influências na formação das pessoas. Disse ele que, em uma sociedade primitiva, o filho pequeno olhava para o pai e pensava – “serei exatamente como ele.” Hoje, afirmou o Consultor, em função de todas as influências que sofrem os jovens, isto está, totalmente, fora de cogitação. As crianças, desde muito pequenas, são deixadas em creches, os pais trabalham, os avós têm suas ações dirigidas pelos eventos da terceira idade, logo, as crianças crescem sofrendo as consequências deste jogo de empurra – empurra. Quantos pais o prezado leitor conhece cuja principal ocupação seja a educação dos filhos? 

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Portanto, o que se vê em termos de educação, comprometimento, respeito é consequência direta deste aparente “abandono”. A geração Nem – Nem, nem estuda nem trabalha, foi criada pela própria sociedade e vive perplexa sem enxergar o que lhe reserva o futuro. E, eles são numerosos e espalham-se pelo mundo. A falta de perspectivas em relação ao futuro traz consequências destruidoras. Meio-ambiente em processo de agressiva deterioração, empregos, para a grande maioria de jovens mal formados intelectualmente, sendo substituídos pela Inteligência Artificial, família sobre ataque de minorias violentas que pregam sua destruição e, o jovem, no meio deste tiroteio, tentando achar um caminho que lhe permita sobreviver e, se possível, construir um futuro. Só no Brasil, segundo o IBGE, o percentual de jovens entre 15 e 29 anos nesta situação é de 11 milhões; como este dado é de 2018 este número deve ter crescido muito em função da pandemia. Triste pensar que estes jovens, sem futuro, buscarão seu sustento em trabalhos paralelos, sendo o principal canal de recrutamento, o crime organizado. Este é um fenômeno mundial!

Às causas já mencionadas alia-se a inoperância do setor público pela qualidade da educação oferecida, pela ausência massiva de ensino técnico no país e pela falta de políticas públicas que ofereçam aos pais informações que vão, desde a formação familiar, ao futuro que está sendo construído. É inadmissível, por exemplo, que continuemos formando bacharéis em profusão e não se consiga formar profissionais na área de Tecnologia de Informação. Enquanto o grande empregador na área da pedagogia são os governos e a profissão está sendo remodelada para o ensino a distância, a Tecnologia de Informação gera milhares de vagas e não encontra pessoas qualificadas para ocupá-las; e o que fazem os governos? Com raríssimas exceções, nada!

A ineficiência dos governos aliada ao drama social em que vivem os miseráveis obriga, estes mesmos governos, a buscarem soluções paliativas, como a dos benefícios financeiros que transformam os beneficiários em dependentes de migalhas das quais se beneficiam os políticos como pais da pátria. Assim se cria o círculo vicioso de dependência em que vive uma parte considerável da população brasileira; uns dependem de carros-pipas, outros dependem de uns poucos reais mensais para continuarem votando em seus benfeitores que aparecem vez por outra na fotografia, mas que exercem o poder sobre a massa de “inválidos” que formam este maravilhoso país. Segundo Max Nunes “o Brasil precisa explorar sua riqueza, porque a pobreza não aguenta mais ser explorada!”

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