Coluna Ozinil Martins | Em quem acreditar?

14 de Maio de 2020

Em plena pandemia do corona vírus a confusão provocada nas pessoas é assustadora. Quem deveria esclarecer e informar faz exatamente o contrário, confunde as pessoas, provocando dúvidas e gerando atitudes de irresponsabilidade naqueles que as seguem.

A confusão, na verdade, é mundial. A começar pela Organização Mundial da Saúde, que é dirigida por um político e, não por um médico. Dela partiram sinais inequívocos de interferência política. Sinais estes que começam a ficar cada vez mais claros. A China tinha conhecimento da pandemia há mais tempo e solicitou a OMS que atrasasse a divulgação para o mundo; este atraso prejudicou o combate ao vírus e gerou mortes desnecessárias. Recentemente a própria OMS, em gritante contradição, afirma que Suécia e Taiwan podem estar certos em não terem adotado o isolamento social, recomendado pela própria OMS.

Como se sabe os dois países, ao contrário do restante do mundo, resolveram continuar suas vidas normalmente, confiando na civilidade de seus cidadãos e, os resultados estão mostrando que o comprometimento do povo redundou em números positivos para os países, com prejuízo zero para a economia.

Outra discussão que surgiu no meio médico é sobre o uso ou não das máscaras protetoras. Uma versão nos informa que o uso das máscaras impede a contaminação pelo vírus; a outra nos diz que, no momento em que as usamos, estamos impedindo o contato das pessoas com bactérias e vírus que existem na natureza e interagem conosco gerando anticorpos e fortalecendo a imunidade. Dizem os defensores desta posição que ao impedirmos o contato a imunidade será profundamente reduzida com consequências danosas à saúde das pessoas.

Outro ponto que mostra a insegurança das autoridades em relação ao vírus e suas consequências refere-se ao tão comentado pico da pandemia. Já foi em março, abril, maio e agora falam em junho. Outros apontam a possibilidade de se transformar no que é hoje a HIV. Enfim, parecem estar todos tateando em busca de conclusões. Alguém vai acertar!

Porém, o festival de besteiras que assola o país (reverência ao Estanislau Ponte Preta) não para por aí. A imprensa que teria a missão de informar, orientar a população, faz exatamente o contrário, provocando dúvidas e, subliminarmente, gerando pânico na população através de reportagens tendenciosas, que visam o plano político e não sanitário. Imagens projetadas de cemitérios com covas abertas, não divulgação do número de pessoas recuperadas, a ênfase em divulgar o número de mortos, sem considerar as prováveis causas, mostram uma intenção de jogar um jogo, que não cabe no momento que vive o país.

Em dado divulgado pela imprensa, somente no Estado de Santa Catarina temos, aproximadamente, 600 mil pessoas demitidas em função da crise do vírus; isto representa quase 20% da População Economicamente Ativa (PEA) e trará sérias consequências à economia. Não seria hora de estarmos, todos, debruçados sobre análises de alternativas à crise econômica que já está ocorrendo? Penso que a hora é de menos política e mais ações no sentido de minimizar os problemas que todos iremos enfrentar. Para pensar!

“Situações difíceis mostram o quão maduros estamos. A crise não altera caráter, ela os revela!” Rodolfo Abrantes.

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.

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