Coluna Ozinil Martins | Custo da violência no Brasil

29 de Maio de 2019

São em torno de 65 mil mortes violentas por ano

Diariamente, ao vermos as notícias no Brasil, ficamos impressionados pelo número de mortes violentas noticiadas. De tão repetitivas estas notícias já não nos chocam mais; somente aquelas que, pelo inusitado, prendem a atenção do ouvinte. São em torno de 65 mil mortes violentas por ano e, algo como 35 mil vítimas de acidentes de trânsito. 100 mil mortes no total! Normalmente, jovens e com uma vida ativa a ser vivida. Estes dados, que se repetem ano a ano, tornam o Brasil um dos países mais violentos para se viver. Importante lembrar os esquecidos pelas estatísticas, os inválidos, produzidos como efeito colateral. Os custos representados por estes acontecimentos são de bilhões de reais e oneram todo o sistema financeiro do Estado deixando de ser aplicado em atividades de investimento que beneficiariam toda a população brasileira. Importante lembrar que o Ministro Sérgio Moro encaminhou ao Congresso uma proposta de lei para tornar mais rígido o combate ao crime organizado; este projeto de lei encontra-se em tramitação no Congresso e, se os senhores deputados legislarem pensando no Brasil e, não em seus interesses próprios o Brasil terá condições de combater com mais eficácia as quadrilhas que tornam a vida dos brasileiros, a cada dia, mais difícil. Importante ressaltar que, para as mortes no trânsito, a solução está nas mãos dos cidadãos! 

A Gestão governamental e suas consequências
A Argentina vive uma crise econômica e financeira que obriga o atual governo de Maurício Macri a congelar preços, subsidiar produtos, enfim a passar por tudo que contraria os preceitos que regem países desenvolvidos e com perspectivas de crescimento. Depois de anos de governos perdulários e de viés esquerdista, chegou a hora de consertar a casa. Este será um trabalho longo, penoso e com alto custo para a sociedade argentina. No Brasil, vivemos tempos semelhantes; para consertar o país as reformas terão que ser feitas, sob pena de colocar o país em recessão e com explosão da taxa inflacionária. Governos populistas, normalmente, conduzem seus países ao caos. O trabalho a ser feito é insano e não pode ser adiado. Se não reduzirmos substancialmente o tamanho do Estado e seu peso sobre o setor privado e, melhorarmos substancialmente nossa educação básica, em breve, os brasileiros ficarão atrás de praticamente todos os países da América Latina em termos de renda per capita. Hoje chilenos, uruguaios, mexicanos e argentinos já têm renda superior à brasileira. Colombianos e peruanos devem nos ultrapassar nos próximos anos; paraguaios e equatorianos na próxima década e até bolivianos na década seguinte. Ou o Congresso entende que representa o Brasil e não interesses pessoais ou o país viverá o caos.

Revisão do Pacto Federativo é imperiosa!
Uma das promessas de campanha de Jair Bolsonaro foi à revisão do pacto federativo. Do jeito que está o país é, absolutamente, inviável em sua governabilidade. Este modelo em que vive o país é concentrador de renda e transforma Brasília no grande provedor de recursos para Estados e municípios que, ironicamente, são os arrecadadores destes recursos. Os Estados e municípios vivem de migalhas enquanto Brasília lambuza-se de vinhos de não sei quantos anos e lagostas que atenderão ao refinado paladar de importantes comensais. Na última terça feira o governo encaminhou ao Congresso pedido suplementar de verbas de R$ 248 bilhões, sim bilhões, para fazer frente aos custos que terá apenas em 2019. Isso significa que o governo aprofundará seu endividamento junto à sociedade e ficará cada vez mais sem poder de investir no que é fundamental. A revisão do Pacto Federativo é importante para diminuir a ingerência de Brasília sobre as gestões estaduais e municipais e parar de ser o sorvedouro de recursos financeiros dos entes federativos em benefício de funcionários muito bem pagos e pouco produtivos. Em recente palestra dos Deputados Federais Gilson Marques e Marcel Van Hatten em Brusque, o Movimento O Sul é Meu País entregou manifesto em que pleiteia a revisão do Pacto federativo. Enquanto isso não acontecer não existe Federação, mas espoliação!

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.