Coluna Ozinil Martins | As consequências do estrago na Educação!

04 de Abril de 2019

O que farão os jovens em idade de trabalho e sem as condições necessárias para assumirem trabalhos cada vez mais técnicos?

Pesquisa feita em empresas especializadas em recrutamento e seleção de pessoal mostra que um em cada 3 currículos não são sequer analisados por conterem erros grosseiros de português. Os erros principais são de concordância, grafia e de digitação. De 1996 a 2002 trabalhei com duas consultorias em Porto Alegre prestando trabalho nesta área; já, naquele tempo, eram assustadores os erros cometidos. De lá para cá a Educação sofreu as agruras provocadas pelo próprio poder constituído (aprova todo mundo porque o número é o que importa) e, pela leniência dos professores em função do posicionamento a que eram obrigados a aceitar. O que farão os jovens em idade de trabalho e sem as condições necessárias para assumirem trabalhos cada vez mais técnicos? Quem deve responder esta pergunta são os ideólogos da Educação sem exigência, sem responsabilidade, pois como delegar a quem não sabe, a responsabilidade pelo seu crescimento? Este preço será alto e será pago por todos nós! Em alguma hora a economia vai reagir e serão necessárias pessoas qualificadas para conduzir o processo. Onde serão encontrados?

A humanidade está doente?

A sucessão de fatos do cotidiano que acontecem no mundo mostra que, a cada dia que passa, a humanidade afunda-se em sua desumanidade. A barragem de Brumadinho que se rompe; a ação de “meninos” tresloucados na Escola Raul Brasil em Suzano; o ato do australiano ceifando a vida de, até hoje, 50 pessoas na Nova Zelândia e o turco metralhando um bonde na Holanda por, pelo que se sabe até agora, acerto de conta com parente que lá estava, dão uma mostra considerável de como se encontra o desequilíbrio da humanidade. Além destes fatos é importante ressaltar as ações naturais que atingem a todos nós. Moçambique, Zimbábue e Malaui atingidos por um fortíssimo ciclone, contabilizam, só em Moçambique e segundo seu presidente, mais de mil mortos. O egoísmo que nos cerca, a falta completa de urbanidade que se vivencia, a necessidade de pessoas invisíveis se tornarem visíveis, atropelam as pessoas de bom senso e deixam-nas perplexas. Acreditar em que ou em quem, quando as próprias instituições de países se transformam em carrasco de seu povo? A Venezuela é um bom exemplo! 

100 Melhores Municípios para viver.

A Firjan – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – liberou o resultado dos estudos que classificam os melhores lugares para se morar no Brasil. Entre os primeiros 100 municípios estão paulistas (58 municípios), paranaenses (12), gaúchos (18), apenas dois de Minas Gerais e Ceará e um de Goiás. De Santa Catarina temos 7 municípios entre os 100 melhores. São eles: Concórdia (8º), Chapecó (25º), Rio do Sul (30º), Joaçaba (40º), Florianópolis (47º), Balneário Camboriú (49º) e São Lourenço do Oeste (86º). O ranking foi estabelecido com base nos seguintes critérios: emprego e renda, atendimento à saúde e nível escolar. Segundo a Firjan o que contribuiu para que muitos municípios fossem mal avaliados foi no atendimento a saúde, no não cumprimento das metas estabelecidas para a Educação e na retração da oferta de emprego no país (foram fechadas mais de 3 milhões de vagas nos últimos anos). Dos 5.471 municípios analisados a cidade de Louveira em São Paulo foi classificada em primeiro lugar com índice acima de 0,9 e o último classificado foi o município amazonense de Ipixuna com 0,3214; a média dos municípios ficou em 0,6678. Os dados são de 2016 e a fonte a Firjan. Muito trabalho e planejamento aos nossos administradores municipais para que os municípios possam ofertar qualidade de vida a seus moradores.

 

Foto: divulgação

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.