Coluna Ozinil Martins | Brincando de desenhar o futuro!

26 de Outubro de 2020

As escolas, que ficaram fechadas por 3 anos durante a pandemia de Covid 19, reabriram em parte

Foto via Freepik

 

Corre o ano de 2030. As condições para que se exerça a vida plenamente, a cada dia, ficam mais degradadas. Em relação ao ambiente, as dúvidas existentes entre os cientistas sobre o aquecimento do planeta, mostraram que os que defendiam os argumentos sobre o aquecimento e suas consequências, tinham razão. As condições extremas de temperatura afetam o planeta como um todo e a produção agrícola bem como o abastecimento de água estão comprometidos e colocam em alerta total os sistemas produtivos do mundo. A elevação do nível das águas dos oceanos, pelo descongelamento das calotas polares e geleiras, causa o abandono de cidades costeiras e provoca imensos movimentos migratórios; os exilados pelo clima!

A população, mesmo com condições de vida inóspitas, não para de crescer; parece que o instinto de sobrevivência manda as pessoas reproduzirem-se para garantir a espécie. Os governos, para não perderem o controle, tornam-se cada vez mais autoritários e despóticos usando de regimes de exceção para controlar as pessoas que, a cada dia que passa, perdem um pouco da sua humanidade. O controle sobre as pessoas é absoluto. A partir do início do século XXI sofisticados sistemas de identificação visual foram espalhados pelas cidades, em todos seus ambientes, de forma que, mesmo sozinho, você nunca estará sozinho. A vigilância é total! 

Com o fim do dinheiro de papel e com a introdução das moedas eletrônicas o governo tem controle, absoluto, de quanto você ganha e, onde gasta seu dinheiro ou o aplica, a ponto de não ser mais necessário fazer a declaração de Imposto de Renda. Ela é automática. Com a transferência do setor produtivo para o Estado, todo fornecimento de alimento, produtos de limpeza e, qualquer produto que se tenha necessidade é de responsabilidade do Estado. Aos que não podem comprar o Estado incorporou o modelo cubano dos anos 60 do século passado que chamou de “caderneta de consumo.” O fornecimento é limitado e corre o risco de não ter os produtos que sejam necessários a você.

As escolas, que ficaram fechadas por 3 anos durante a pandemia de Covid 19, reabriram em parte. Como a evasão escolar aconteceu em níveis elevados, estes jovens foram em parte assimilados pelas empresas que demandam mão de obra barata e desqualificada e, em parte, absorvidos pelo tráfico de drogas já que os empregos formais foram engolidos pela tecnologia.

Porém, a notícia mais impactante e que surpreendeu o mundo foi a prisão de um jovem, no eterno país do futuro, Brasil é claro, preso sem direito a nenhum direito pelo fato de, na rua, estar dirigindo-se ao povo com um linguajar correto; seu português era diferente, afirmou um transeunte; outro afirmou que não entendia nada do que ele falava. Ele usava palavras que nunca ouvi na vida, disse um jovem boquiaberto com a forma como o rapaz se expressava. Outro afirmava que foi capaz de reconhecer algumas palavras, pois seu avô tinha uma coleção de discos antigos e algumas palavras já tinha ouvido quando seu avô escutava as músicas no velho toca discos.

Que o imaginário seja somente imaginário!

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.

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