Coluna Ozinil Martins | A América Latina e a esquerda do atraso!

19 de Agosto de 2019

A “velha esquerda” mundial não deu certo em nenhum país em que seus conceitos foram aplicados, mas a América Latina tem uma paixão integral pela esquerda atrasada, que tem sua representação forte no modelo cubano

Foto: Thinkstock

Atualmente, a Venezuela escancara os horrores do sistema implantado a ferro e fogo no país. Maurício Macri assumiu a presidência da Argentina há 4 anos; país tinha sido destruído por um governo de esquerda liderado pelo clã Kirchner após anos de uma gestão populista. Difícil recuperar um país em 4 anos e com uma oposição ateando fogo a tudo que era proposto pelo governo atual. Há dois domingos, ocorreu à pesquisa prévia para as eleições que serão realizadas em outubro/2019 e, o partido peronista obteve 15% de vantagem sobre o partido de Macri. Será que os argentinos esqueceram que o governo foi entregue a Macri quase em estado falimentar? Será que se esqueceram das barbaridades cometidas pelos Kirchner durante o tempo em que exercitaram o poder? A ideia de flertar com a esquerda populista é recorrente em toda a América Latina e, recentemente o México elegeu Lopes Obrador, um populista de esquerda com uma agenda política extremamente fantasiosa. A bolsa na Argentina despencou 30%, os juros foram alçados a 74% ao ano e o peso desvalorizou-se em relação ao dólar. Este país, que ao final da 2ª Guerra Mundial, era o quinto mais rico do mundo, hoje abriga uma população na linha de pobreza absoluta com 10% dos argentinos. O governo Bolsonaro que trate de olhar para a economia com rapidez e eficácia ou o cenário que nos espera em 2022 será terrível. Lembremo-nos do efeito Orloff: “eu sou você amanhã?” 

A gestão pública da água

Que a água é o grande produto do século XXI não há a menor sombra de dúvida; que já há problemas crônicos causados pela sua inexistência ou falta sistêmica é de conhecimento de todos. A gestão no uso da água será crucial para a sobrevivência da humanidade. O Brasil é o detentor das maiores reservas de água doce do mundo; 12% de toda água potável do mundo está em terras brasileiras. Só que o que vemos é a falta crônica de água com constância cada vez maior e a períodos cada vez mais curtos. Há um sério problema de gestão causado pelo precário gerenciamento das empresas concessionárias. Com a população concentrando-se cada vez mais no litoral é inevitável à expansão da rede de água e, com a correspondente não expansão da captação para fazer frente ao aumento do consumo, o caos fica previsível. A confiança em Deus é absoluta e acredita-se cegamente que as chuvas suprirão a demanda. Não é possível que as concessionárias não tenham planos contingenciais para atender momentos críticos. Ver técnicos da concessionária afirmando que, depois da crise instalada na grande Florianópolis, “foram compradas 3 bombas que permitirão o aumento do fornecimento pela captação no rio Cubatão, mas serão entregues dentro de 15 dias”, é de chorar. Pedir à população que economize água é valido, aliás, 

As mentiras russas sobre Chernobyl

Há dois ditos que devem ser lembrados; um diz que a história sempre é escrita com a versão dos vencedores e o outro que a primeira vítima de uma guerra é a verdade. Entendo que a verdade deve prevalecer em qualquer situação por mais dura que seja. É típico de governos autoritários mudar a verdade de acordo com suas necessidades. Quando a Revolução Russa foi vitoriosa, a luta entre as várias facções que compunham a liderança, produziu mortes de dissidentes e seus desaparecimentos da história, inclusive, com supressão de imagens em fotos oficiais. Durante muito tempo isso perdurou na antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Com o esfacelamento da URSS esta prática parecia abandonada. Ledo engano! Semana passada divulgaram-se dados estarrecedores sobre vítimas no caso da explosão do reator da Usina de Chernobyl. A verdade sustentada até agora pela Rússia indicava reduzidos danos às pessoas e natureza (31 mortos). Tudo mentira! Os danos foram incalculáveis! A expressão usada pela Rússia para designar as pessoas que tiveram contato com a radiação atômica era “liquidante” e os números apontados mostram mais de 600 mil “liquidantes, entre habitantes russos, ucranianos e bielorrussos. Hoje, com informações mais precisas, sabe-se que 150 mil km² entre os 3 países mais atingidos têm o solo contaminado e o alimento ali produzido como carnes, vegetais, além da lã, todos contaminados, foram distribuídos pelos países para toda a população. O desastre de Chernobyl produziu e continuará produzindo vítimas por tempo indefinido. Mentir continua sendo o norte de governos autoritários!
 

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.