Coluna Ozinil Martins | A ambição chinesa e o Brasil!

05 de Junho de 2020

Quais fragilidades obrigam o país a movimentar-se no mercado internacional buscando suprimi-las?

Nos últimos anos tenho lido muito sobre o milagre chinês; são livros, artigos, “cases”, que mostram a evolução e o crescimento da economia chinesa e seu desenvolvimento social. Mas, há fragilidades que obrigam a China a movimentar-se no mercado internacional buscando suprimi-las. Que fragilidades são estas?

Vamos analisá-las: país com grande extensão territorial, com 1.300 bilhão de habitantes (perto de 400 milhões incorporados aos padrões de vida ocidental), com altos índices de poluição do solo, ar e águas (o desenvolvimento acelerado e sem respeito ao meio-ambiente cobra seu preço), sem regime previdenciário, com saída de empresas internacionais pós Covid-19 e convivendo com a necessidade de produzir cada vez mais alimentos, sem que a sua terra dê resposta adequada, pela exaustão a que foi exposta.

Amparada em reservas financeiras internacionais elevadíssimas, na ambição de governantes corruptos e de povos alienados e analfabetos funcionais a China já começou a comprar, praticamente, países inteiros, interessada na produção de alimentos para atender sua população. Seu foco até agora tem sido a África com todas as consequências sendo assumidas pelos povos daqueles países.

Como a China compra a produção agrícola dos países os alimentos são transferidos em sua totalidade para aquele país; no país de origem dos alimentos, estes estão em falta e com preços elevadíssimos. Esta é a consequência mais visível. Há outras como as pessoas que trabalham na produção destes alimentos, antes locais e, que são substituídas por chineses, gerando desemprego nos países fornecedores do alimento.

Com a pandemia que estamos vivendo e a queda das bolsas em todo o mundo, o preço das empresas listadas em bolsa perderam valor e o grande comprador que está se apresentando é a China. No Brasil, sua atenção tem se voltado para o agronegócio e empresas ligadas à infraestrutura. Como um dos maiores fornecedores de alimentos do mundo, corremos o risco de ver toda esta produção ir parar em mãos chinesas, que definiriam preços e destino desta produção. Há pessoas ligadas ao agronegócio avisando a todos dos perigos de permitir a venda de empresas à China, pois junto virá a perda da soberania.

O Governador de São Paulo é fã confesso da venda de estatais paulistas a estatais chinesas. Quais serão as consequências da entrega do patrimônio brasileiro ao Partido Comunista Chinês? Aliás, isto já está ocorrendo; sete distribuidoras de energia elétrica no Brasil já pertencem a estatal chinesa de energia; há informações, não comprovadas, da compra de cooperativas agrícolas por testas de ferro da China. Bom lembrar que a China não é um país democrático e não tem nenhum interesse em conviver harmoniosamente com outros países. Vejam o que está acontecendo em Hong Kong e a pressão eterna para retomada de Taiwan e sua ambição sobre o Mar da China com a criação de ilhas artificiais de forma a aumentar seus limites marítimos.

Como a Amazônia já está loteada em mais de 200 mil ONG’s pertencentes ao capital globalista internacional (grandes grupos econômicos globais) é bom o governo brasileiro ficar atento e vetar compra de empresas estratégicas como fez, recentemente, o Pres. Trump nos Estados Unidos, em relação à venda de uma empresa de tecnologia.

Se o “brasileiro é bonzinho” podem ter certeza que o chinês não é. Não nos esqueçamos da “Grande Fome Chinesa” entre os anos 1958 e 1960 do século passado, que matou entre 20 e 50 milhões (informações estimadas) de chineses em nome da implantação do sistema comunista e criou a alimentação alternativa de que “tudo que se mexe é comestível” e que tem, há tempos, trazido consequências funestas ao mundo, como o atual Covid-19.

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.

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