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Coluna Ozinil Martins | A construção da mediocridade!
08 de Novembro de 2023

Coluna Ozinil Martins | A construção da mediocridade!

Qual a importância para o país e também para o seu futuro?

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Por Prof. Ozinil Martins de Souza 08 de Novembro de 2023 | Atualizado 08 de Novembro de 2023

De há muito os demógrafos comentam sobre o bônus demográfico. É óbvio, que pelo estágio educacional que o país se encontra, a maioria das pessoas nunca ouviu falar sobre o tema.

Apesar de já ter escrito e comentado em minhas aulas sobre o bônus vamos explicar o que é e sua importância para o país e seu futuro.

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O Brasil vive desde algum tempo o fenômeno chamado de Bônus Demográfico. Esse fenômeno que acontece nos países apenas uma vez em sua história é decorrência da concentração das pessoas em idade de trabalho na parte mediana da pirâmide de idade dos países (entre 16 e 60 anos de idade). Pois bem, o Brasil vive esse momento em sua plenitude. Quando se analisam os dados demográficos do IBGE vemos que a hora de transformar o Brasil em um país rico é agora, pois em 2050 seremos uma população envelhecida com 25% da população acima de 60 anos. A janela do bônus encerra-se em 2034.

Com o fechamento da janela previsto para 2034 restam-nos alguns anos para acumular a poupança que garantirá um futuro de qualidade aos brasileiros. Mas, o que vemos e, os primeiros dados divulgados pelo IBGE a partir da divulgação do censo de 2022 confirmam, é um rápido envelhecimento da população com uma série de problemas que tornam o futuro incerto.

A PEA – População Economicamente Ativa – situa-se ao redor de 100 milhões de brasileiros, porém existem quase 40 milhões de brasileiros na informalidade onde garantem seu sustento, mas não acrescentam riqueza ao país, nem garantem contribuições para sua aposentadoria. O total do índice de desemprego situa-se ao redor de 7%, isto é, ao redor de 7 milhões de brasileiros não têm renda para garantir sua subsistência. Como a previsão de encerramento do bônus será em 2034 o tempo torna-se um carrasco implacável.

Bom saber que há países que já passaram por este fenômeno e saíram-se muito bem. O exemplo de como isto pode ser feito com sucesso vem do Japão. As pessoas vivem, em média, 84 anos e, mais de 70 mil japoneses ultrapassaram a casa dos 100 anos; sua taxa de natalidade está em queda (em 2022 – 1,1 filhos por mulher) e não garante sequer a reposição da população ao nível atual. Em algumas de suas localidades as casas desabitadas estão sendo vendidas ao equivalente a R$5, e há um bônus de R$30.000, para aqueles que desejam adquiri-las. Tudo para garantir a ocupação de espaços por japoneses e descendentes. O Bônus Demográfico japonês ficou no passado, mas o trabalho realizado garante a seus habitantes um país com infraestrutura moderna, desenvolvimento de indústria de alta tecnologia, educação de qualidade inquestionável, um dos países mais tecnológicos do mundo onde a robotização é um fato real e um sistema primoroso de atendimento aos idosos, principalmente porque muitos vivem sós. O respeito aos idosos no Japão é exemplar e, os que vivem sós, são monitorados a distância para acompanhamento de suas atividades físicas e médicas.

Aqui, no sementário da incompetência, é importante preparar-se para um difícil período que se avizinha rapidamente.

Foto:Freepik

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