Coluna Manu Berger | Tradição e inovação no segmento de luxo

21 de Setembro de 2016

Embora sejam duas características amplamente admiradas nos mais requintados produtos e serviços destinados ao mercado de luxo, tradição e inovação podem parecer antagônicas.

À primeira vista, os conceitos de certa forma se contradizem. Se a tradição é baseada em um processo histórico potencializado com a passagem do tempo, a inovação sugere que é através das novas tecnologias que o desenvolvimento se manifesta.

No segmento de alto padrão, porém, esses atributos se harmonizam de forma perfeita e possuem destacada importância em muitas das principais marcas de luxo do mundo. A francesa Hermès, por exemplo, se encaminha para o segundo centenário de sua fundação e em seus produtos é claramente perceptível a união entre o passado e o futuro. Muitos dos artigos produzidos pela marca são sinônimos de bom gosto há gerações e, ao mesmo tempo, são resultado da tecnologia aplicada e do talento dos seus profissionais, que percebem as tendências e fabricam peças que encantam coleção após coleção.

Outro setor de mercado em que ocorre a junção plena das tecnologias de última geração com o legado histórico das marcas é a relojoaria. Avançadas técnicas e modernos equipamentos complementam o trabalho de artesãos que criam verdadeiras obras de arte utilitárias.

É o que ocorre com os modelos da marca Vacheron Constantin, que combinam uma tradição secular com as tecnologias mais recentes. Com uma história que supera duzentos anos, já que o surgimento da relojoaria ocorreu ainda no século XVIII, as peças produzidas pela marca usam metais nobres, pedras preciosas e tecnologia em todas as linhas.

Na indústria automobilística, a montadora alemã BMW se tornou recentemente uma empresa secular; basta conferir os lançamentos da marca para perceber como tecnologia e história trilham o mesmo caminho. Os veículos da BMW são cobiçados em todo o mundo, e se a tecnologia de ponta é um dos diferenciais dos carros da marca, a tradição centenária também é um importante diferencial.

Se a democratização do luxo é uma tendência dos dias atuais, é possível afirmar que até mesmo quando o assunto é o tempo não há unanimidade, pois passado, presente e futuro possuem papel de protagonistas no segmento.

Manu Berger