Coluna Jaime De Paula | Tech combo feliz

05 de Julho de 2021

O ciclo de vida dos dados passa por várias etapas até virar uma informação estratégica para o negócio.

 

Engenharia de dados, analytics BI e inteligência artificial formam o tripé que vai alavancar as empresas melhor preparadas. A conhecida frase "os dados são o novo petróleo" é certa em parte. Mas se não soubermos extrair e canalizar esse petróleo, de nada adianta. Muito se fala sobre os dados como fator de competitividade, mas ainda pouco se aplica o conhecimento que se pode extrair deles para que se transformem em vantagem competitiva.

 

Apesar da enorme quantidade de dados disponíveis hoje, o desafio é qualidade. Uma informação divulgada pela International Data Corporation (IDC) dá conta que mais de 103 zettabytes (ZB) de novos dados deverão ser criados até 2023. Um zettabyte é uma unidade de informação ou memória que corresponde a 1.000.000.000.000.000.000.000 (1.000²¹).

 

O que fazer com tudo isso? Para começar, é preciso entender que o ciclo de vida dos dados passa por várias etapas até virar uma informação estratégica para o negócio. Tudo começa com a engenharia de dados, que tem a missão de acessar dados de forma estruturada. Já o analytics BI é o que possibilita ao gestor tomar decisões corporativas com base em dados. Por fim, a inteligência artificial, chave para capturar informações em tempo real de tantas fontes, é o que dá às empresas a capacidade de prever cenários. A predição, sim, é o ativo mais valioso a se extrair desse “petróleo” todo. As três vertentes, associadas, possibilitam examinar um conjunto de dados brutos para extrair informações de valor. O objetivo é o mesmo, mas a forma de ver e tratar os dados é diferente em cada etapa.

 

Esse combo de inteligência de dados é, de um lado, um desafio enorme ao qual as companhias precisam se adaptar; mas, de outro, é uma janela de oportunidade incrível para os profissionais e empresas que prestam este tipo de serviço de forma estruturada. Juntar as extremidades entre os sistemas que executam os negócios da empresa até a ponta, analisar os dados em escala, com segurança, sem gastar muito tempo destrinchando informações que não serão úteis, é o objetivo final a ser perseguido.

 

A pandemia veio como um divisor de águas na forma como os consumidores e as empresas se relacionam. A Covid-19 impulsionou empresas à transformação digital em velocidade nunca antes vista ou imaginada, com o uso cada vez maior do comércio eletrônico, por exemplo. Um estudo de 2020 da ISG Provider Lens Analytics – Solutions and Service Partners para o Brasil, divulgado pela TGT Consult, mostrou que as empresas com melhores soluções de analytics foram as que melhor se adaptaram às adversidades trazidas pela crise sanitária e econômica que assolou o planeta.

 

Nesse cenário, quem já estava preparado com soluções de inteligência artificial para identificar o desejo dos clientes deixou a concorrência comendo poeira. A maioria das empresas ainda corre - ou precisa correr - atrás da integração de dados em tempo real para ajudar nos processos de tomada de decisões. Coletar, extrair, analisar, classificar, examinar e comparar todos os dados não é tarefa fácil, mas, assim como para o varejo, a indústria se vê sem outra saída para sobreviver nesse mundo novo no qual a  forma como decisões são tomadas mudou.

 

A importância estratégica do uso de dados de maneira estruturada forçou mudanças em planos de produção, revisão de estoques e estratégias financeiras. Quem, nesse contexto, já trabalhava com modelos preditivos, evitou gastos desnecessários e conseguiu focar rapidamente na necessidade do cliente e seus novos hábitos. As data driven, que é como chamamos as empresas que adotam essa abordagem de dados, estão voando em céu de brigadeiro apesar do cenário mundialmente conturbado.

 

Aqui no Brasil conheci recentemente as soluções da Cognitivo.ai, um exemplo nacional de solução completa que opera justamente com esse “tech combo feliz”, possibilitando aos clientes extrair insights sobre os dados. Tenho trabalhado com eles na visão estratégica de que não basta pensar em inteligência de dados com demandas pontuais. É preciso ter uma estrutura implantada de tecnologias, processos e profissionais que atinjam valor, com agilidade, no meio do universo de dados à disposição. Claro que este é um domínio técnico bastante específico, mas felizmente, temos aqui mesmo parceiros com soluções que dão conta da jornada completa dos dados.

 

Obrigado pela leitura e até o próximo texto!

Jaime De Paula

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    Jaime de Paula é empreendedor de tecnologia, engenheiro, PHD em Inteligência Artificial (UFSC), cursando pos-doc na Univalli, também em IA. Iniciou como executivo de grandes empresas como a BRFoods até fundar a Paradigma e depois a Neoway, onde foi CEO até junho de 2019. Mentor Endeavor e Darwin, investe em mais de 20 startups do ecossistema catarinense de tecnologia. Participa ativamente de projetos sociais como o IVG – Instituto Vilson Groh (que cuida de mais de 5000 crianças diariamente), entidade da qual é fundador convidado pelo Padre Vilson Groh. Apoia também os projetos Superando Barreiras, que oferece aulas gratuitas de jiu-jítsu para jovens e crianças em vulnerabilidade social, e o Mama Solidária, que oportuniza cirurgias de reconstrução mamária a pacientes vítimas de câncer. Acompanhe Jaime pelo LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/jaimedepaula

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