Coluna Inovação | Quais os principais impactos da Covid-19 no ambiente de inovação em SC?

01 de Junho de 2020

Primeira edição do SC Inova Cast debate efeitos de curto e médio prazo da pandemia no desenvolvimento do mercado catarinense, além de perspectivas para o mundo que teremos daqui pra frente.

Imagem: FGV

 

De que forma a pandemia impactou empreendedores e trabalhadores da economia digital em Santa Catarina desde o início da pandemia? Quais as consequências do cancelamento de grandes eventos? Haverá recursos suficientes para investir em startups? Que respostas o ecossistema buscou para levar novas soluções à população no combate à Covid-19?  Estas são algumas questões que abordo no  primeiro episódio do SC Inova Cast, a partir da cobertura da pandemia ao longo dos últimos dois meses.
 

Impacto #1: Cancelamento de eventos e a "desconexão física" com outros ecossistemas

Para alguns dos principais atores do ambiente de inovação em Santa Catarina, 2020 seria o "ano um" de uma estratégia para internacionalizar de fato o ecossistema regional - e parte dessa ação se baseava na realização de eventos. Como o Floripa Conecta, um guarda-chuva de iniciativas que, em 2019, somou 60 diferentes eventos e atingiu um público de 120 mil pessoas, segundo as entidades organizadoras.

Entre estes eventos que aconteceriam no mês de agosto, estava a terceira edição do Startup Summit, que previa uma presença de mais de 6 mil pessoas mas que teve o cancelamento anunciado há algumas semanas. Nas primeiras edições, o evento teve importância estratégica para conectar outros ecossistemas internacionais (especialmente o de Portugal) a Santa Catarina, selecionando startups locais para participar do maior evento de tecnologia da Europa (o Web Summit, em Lisboa) e gerando relacionamento entre empreendedores. Outra baixa - a do RD Summit, que no ano passado teve mais de 12 mil participantes - impacta não só o mercado digital, mas todo o setor hoteleiro e turístico da capital catarinense.  
 

Impacto #2: Capital de risco para desenvolvimento de startups 

O mercado de investimentos de risco em startups vinha à toda no Brasil em 2019 e prometia bater novos recordes em 2020, estimulado pela presença de fundos globais e condições macroeconômicas como a queda de juros e medidas de desburocratização. Em função da Covid-19 estaríamos a partir de agora vivendo o fim deste ciclo de expansão? Ou será que muda o perfil de empresas (e do modelo de gestão) aptas a continuarem recebendo recursos de capital de risco?
 

E quais as perspectivas para o pós-pandemia?

Em linhas gerais, podemos dizer que o lar continuará sendo nosso escritório por um bom tempo. Não apenas por questões de segurança frente ao vírus que está nas ruas, mas também por redução de custos fixos (deslocamento, alimentação fora de casa) e aumento de produtividade. Em recente pesquisa informal com empreendedores e trabalhadores digitais, 3 em cada 4 pessoas responderam que, mesmo que o mundo voltasse à normalidade hoje, manteriam a rotina de home-office.

Também veremos a depuração de muitos negócios, com um aumento na taxa de mortalidade de startups, especialmente aquelas ligadas aos setores mais afetados pela crise da Covid-19 e/ou que não estavam atingindo a sustentabilidade financeira. 

No podcast SC Inova Cast  - disponível nas plataformas Spotify e Google Podcasts, entre outras - destaco mais perspectivas para a nova realidade que o ambiente de inovação e tecnologia tem pela frente. Boa audição!

 

 

Fabricio Umpierres Rodrigues

  • imagem de umpierres@gmail.com
    Fabrício Rodrigues, editor do portal SC Inova, é jornalista com especialização em Gestão Empresarial. Atuou durante 12 anos como coordenador em agências de assessoria de imprensa (Dialetto e PalavraCom), foi repórter em jornais como Gazeta Mercantil SC, A Notícia e Folha de S. Paulo e editor de sites de cultura desde os tempos da Internet discada. www.scinova.com.br / E-mail: scinova@scinova.com.br

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