Coluna Gaby Haviaras | Saúde é Escolha

26 de Setembro de 2018

Esses dias fiz uma reflexão enquanto caminhava e contava na rua: “Há uma média de duas a quatro farmácias por quadra nos bairros”. Qual o porquê deste comércio tão crescente nas esquinas? Se cresce é porque está dando lucro, certo? Creio ser o reflexo da sociedade adoentada na qual estamos vivendo.
 
Se estamos “precisando” de uma farmácia a cada esquina, não estamos percebendo o quanto ansiosos, com pânico e dores estamos passando na frente delas. Situações cotidianas de estresse no trabalho, trânsito, família, dinheiro, profissão! Onde me apoio? No remédio antidepressivo? No paliativo para dor de cabeça? ou no de dor nas costas? Na terapia? Quem pode me ajudar quando tenho tantas coisas pela frente para resolver e não dou conta? E lá está um luminoso na esquina da sua casa te convidando para anestesiar asua dor.
 
Para a indústria farmacêutica é interessante a medicina da doença, porque vende mais do que a medicina da saúde. A ciência da prevenção luta há muitos anos para implantar esta filosofia dentro da rotina do ser humano, inclusive na rede pública de saúde, possibilitando acesso a todos e reduzindo os custos nos orçamentos de saúde dos estados e municípios.
 
A medicina da prevenção - como homeopatia, acupuntura, ayurvédica, yoga, florais, entre muitas outras - são tão potentes porque te promovem equilibro, realinham sua energia vital, sua imunidade. Elas não vão resolver seus problemas da vida, mas te proporcionarão mais saúde e atenção com seu corpo para encará-las. De alguma forma te trazem autoconhecimento também, algo que não se vende em farmácia.  Na Grécia antiga as prescrições médicas eram para você manter sua rotina de saúde física e mental, mantendo na rotina uma vivência com chás, teatro, poesia, atividade física, leitura, passeios. Não estamos no ritmo da Grécia antiga, mas podemos rever os conceitos onde trabalho, espiritualidade, família, lazer se alinham e se equilibram. Mas, para isso, precisa de movimento e desejo de saúde física e mental - mas este movimento não é ir até a farmácia mais próxima e, sim, entrar em contato com você mesmo.

Gaby Haviaras