Coluna Fabrício Wolff | As atitudes comunicam

20 de Abril de 2018

Quando se fala sobre comunicação, naturalmente a gente pensa na fala, na escrita e de vez em quando até nos lembramos dos gestos. Afinal, essas são as maneiras mais básicas, reconhecidas e propaladas de se comunicar. Porém, a maioria das pessoas não enxerga que há um meio muito eficaz de se comunicar naturalmente, que o agente da ação acaba nem notando, mas os outros observam mesmo inconscientemente. São as atitudes, os atos, o perfil de cada um, o modo de ser. Sim, as atitudes comunicam. E as não atitudes, também.

Quem conhece os ditados populares sabe que eles não existem por nada, de bobeira. Esses ditados se forjaram ao longo do tempo, na experiência da sociedade. Um deles diz que um exemplo vale mais do que mil palavras. Ele se alia e reforça a ideia de que a comunicação pela atitude é tão ou mais forte que as maneiras básicas de se comunicar. Afinal, uma pessoa é como se comporta, muito mais do que aquilo que diz ou escreve.

Nesta linha de raciocínio, é bastante assertivo considerar que nossas atitudes dizem muito sobre nós. Se a pessoa é do tipo realizadora, que faz acontecer, que busca soluções, que empreende... se é uma pessoa pró-ativa, as demais pessoas que com ela convivem compreendem que ela é um ser humano competente, especial. Se junto com esta atitude pró-ativa a pessoa ainda consegue ter bom senso, ser positiva e ter ética, será o tipo de sócio/a, funcionário/a ou amigo/a que qualquer um deseja ter ao seu lado. 

Já aquela pessoa que pratica a não atitude (se esconde das responsabilidades, não sugere, não propõe, não é pró-ativa ou mesmo costuma ser negativa, cabisbaixa, derrotista), passa a imagem de alguém que faz parte do problema e não da solução. Acaba, natural e inconscientemente, sendo rejeitada por aqueles que buscam soluções (chefes, parceiros comerciais e até colegas de trabalho). A não atitude também comunica. Ela diz aos outros que este agente da não-ação não colabora, não resolve. E isto acaba sendo extremamente prejudicial, principalmente na área profissional, para este agente.

Ao longo do tempo, esses perfis (agente de atitude ou agente de não atitude) fica claro para antigos e atuais colegas de trabalho, profissionais de outras empresas e outros segmentos com quem os agentes têm contato em sua trajetória profissional (e até pessoal). Cada um faz sua história ao passar dos anos e a comunicação pela atitude (ou não) faz toda a diferença entre o sucesso e a normalidade.   
 

Fabrício Wolff

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    Possui graduação em Jornalismo e Direito. Pós graduado em Educação. Mais de 36 anos de experiência na Comunicação, tendo atuado tanto nos principais veículos de comunicação do estado especificamente na área de Jornalismo, como também em agências de publicidade. Profissional multimídia, professor universitário nos cursos de Jornalismo, Publicidade e Administração. Natural de Porto Alegre, radicado em Blumenau desde 1983.