Coluna Ana Lavratti: Um tempo só... só para si

21 de Maio de 2018

No Caribe: pelo mundo com o meu mundo

O exagero de cobranças, e aqui não cabe gênero - porque vale pras mulheres, homens, na fase do estudo e do apogeu profissional, explorando o mundo num intercâmbio ou desbravando a vida na maternidade – nos impele a buscar mais e mais referências em quem deu conta da vida real. Virou o cabo da Boa Esperança. Triunfou apesar das limitações. Encontrou uma fórmula pra conciliar trabalho e família, rotina castradora e cuidados com a saúde, amor próprio e contribuição ao coletivo. OK, bem sei: nenhum conselho opera no copiar-colar. Mas adoro me espelhar nos que têm sucessos pra contar.

 

Depois da Kim Phuc, Embaixadora da Paz pela Unesco; Mario Cortella, Bernardinho, Drauzio Varella, Coronel Leite, Augusto Cury e centenas de palestrantes que amei escutar, neste sábado foi a vez de ouvir a Monja Coen, missionária zen budista que tendo passado dos 70 anos mantém a produção em ebulição: como escritora, palestrante e porta-voz da paz. Convidada para encerrar o Ritos Despertar, que levou mais de 500 pessoas para uma imersão em “auto-iluminação” no Jurerê Sports Clube, a Monja compartilhou mensagens que merecem reflexão.

 

Começou, curiosamente, com o valor da frustração...

O quanto perdemos assumindo papéis, criando uma ideia falsa de nós mesmos no afã de aprovação.

Em vez de usufruir das diferenças, aprender com as reprovações, perceber a riqueza que reside no contraponto, quando o outro nos “completa” por não pensar como nós.

 

Depois, falou nos riscos do apego. Do quanto deter o controle prende as nossas mãos. Faz de nós prisioneiros do papel de dominador. Curiosamente “dominados” pela imposição de comandar... pessoas e situações.

 

Quando eu troco o olhar crítico pelo olho no olho, com empatia em vez de julgamento, quando eu abdico da razão pelo diálogo, quando o egoísmo cede ao bem comum, quando eu aceito a multiplicidade e comemoro a conquista do outro, eu ganho mais do que todos. Porque deixo de ser insignificante e passo a ter significado. Posso contagiar o coletivo. Como faz a Monja Coen.

 

Por trás da voz suave, vi a autenticidade... nas palavras, nas lições que inquietaram a minha mente e aqueceram meu coração. Percebi que as minhas “vontades” não podem provir da sociedade. Têm que emergir das minhas verdades. E isso cada um descobre por si... A sós... Designando um tempo só pra si.

 

Pra mim...

sucesso não é ter motorista, mas um amor sentado ao lado;

sucesso não é um cheque em branco, mas conhecer as rugas do banco onde espero sem pressa a chegada da filha perfeita;

sucesso não é subir no camarote, é preservar nosso dote: corpo são e mente forte;

sucesso não é ter fãs, mas amigos fieis; não são as regras rígidas, mas a razão pra fazer melhor;

não é seguir os outros, mas saber o que faz sentido pra mim...

 

Por isso, agora mesmo, acate este compromisso:

designar um tempo só... só pra si... até sincronizar inconsciente, ideias e intuição.

Um tempo só... só pra si... até sintonizar àquele momento em que a vida podia estacionar,

porque aí reside a verdade, as vontades e a prosperidade.

 

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Em Quebec City: pelo mundo com o meu mundo

Ana Lavratti

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    Ana Lavratti é Jornalista e Mestra pela UFSC com pesquisa sobre a Notícia em Meio Digital Online. Multiplataforma, acumula experiência em mídia impressa, eletrônica e assessoria de comunicação. Também é escritora, autora de 3 livros e 3 e-books, e atua como colunista social desde 2014. www.analavratti.com.br / social@analavratti.com.br Curta o Instagram @analavratti