Coluna Ana Lavratti: Conhecer o mundo é abrir um mundo de possibilidades

25 de Março de 2019

Referências incorporadas em viagens são o melhor combustível para a criatividade

Com o casal mais fofo do mundo, no navio da Disney Cruise Line

 

Depois de seis Colunas compartilhando meus feitos sob a ótica da Iniciativa, Inspiração, Criatividade, Redes formadas, Resultados, Sustentabilidade e Missão de vida, percebi que nada disso seria possível sem as referências que me fazem ser quem eu sou: o vô que cruzou oceanos pra migrar da Síria pro Brasil, o vô prefeito, deputado, nome de rua e empresário visionário, o pai com formação em Filosofia e Direito, a mãe com diploma em Geografia e História, ele músico com ouvido absoluto, ela pianista pela Escola de Belas Artes, ambos com uma cultura tão intensa e extensa que desde cedo descortinaram o mundo, o Velho Mundo, pra mim e meus irmãos.

 

E pra lá voltei tantas vezes. Estudante de arte e italiano em Florença, estudante de alemão na bucólica Bremen, o coração vagando de país em país, de vagão em vagão... Da Áustria à Dinamarca, da Espanha à Inglaterra, da Bélgica à França, de Malta à Holanda, da Grécia a Portugal... Desbravando a Europa entre as gravações como enviada pela Band; o dolce far niente no cruzeiro pelo Mediterrâneo, ou o extremo oposto: trabalhando sem descanso, como guia de brasileiros em sete países atendendo em quatro idiomas às demandas da excursão.

 

Do monumental Davi ao “Fantasma da Ópera” foi só questão de decisão. Desde que estreei nos Estados Unidos, hipnotizada por musicais da Broadway em Nova York, nem sei quanto tempo levei pra dar às férias outro destino. Então vieram San Diego, Los Angeles, Las Vegas, Miami, Orlando, Detroit, Atlanta, Chicago... De Key West, a cidade mais ao Sul do país, até o Havaí – Aloha!! – o último estado a ser incorporado e #1 entre os paraísos pra onde fui, voltei e não me contentei. Pra sempre... poderia voltar... pra sempre.

 

Mas como conhecer a devastação, a barbárie de militares e civis mortos em Pearl Harbor, sem ver de perto o troco, como os EUA revidou? Então lá fui eu pro Japão, chorar sem me conter nos museus de Hiroshima, contemplar os templos de Kyoto – Capital do país até a migração do Imperador para Tóquio -, embarcar num túnel do tempo provando em Osaka a máxima modernidade, da velocidade do trem-bala aos exercícios sem pressa, enquanto as carteiras, sem qualquer ameaça, aguardam seus donos nos bancos da praça.

 

Conhecer o mundo é muito mais do que viajar. É abrir em nós um mundo de possibilidades. Despertar sentidos e vislumbrar soluções. Então lá fui eu...

Mergulhar no mar turquesa das Ilhas Cayman, cruzar a Patagônia de catamarã.

Rezar em Montreal no Oratório St. Joseph

(que só perde em dimensão pra Basílica do Vaticano),

comer “rezando” no Château Frontenac

(o castelo-hotel que perpetua o passado, na lendária Quebec City).

Virar criança nos parques de Orlando,

ou perder todo o vigor, circulando entre os escombros do muro de Berlim.

Ver o mundo de cima, do topo da Willis Tower

(inaugurada em 1974 como o arranha-céu mais alto do planeta).

Ver o mundo de longe

(em cruzeiros da Norwegian, da Disney, da Royal Caribbean).

Ver o mundo de baixo, invadindo outro habitat sem deixar de respirar.

(no conforto de um submarino no fundo do Pacífico).

 

Sim, eu sei. Conhecer o mundo custa muito. Tempo, dinheiro, coragem também. Mas se a necessidade revela habilidades, a vontade, na mesma medida, desvenda oportunidades!! E quando viajar é prioridade, daí tudo pode esperar... Exceto as asas, audaciosas, ansiosas por zarpar. E conhecer, e aprender, e traduzir o que se viu pra fazer a diferença no nosso Brasil.

 

 

Sea World @ Orlando
Sea World @ Orlando

Ana Lavratti

  • imagem de lavratti
    Ana Lavratti é Jornalista e Mestra pela UFSC com pesquisa sobre a Notícia em Meio Digital Online. Multiplataforma, acumula experiência em mídia impressa, eletrônica e assessoria de comunicação. Também é escritora, autora de 3 livros e 3 e-books, e atua como colunista social desde 2014. www.analavratti.com.br / social@analavratti.com.br Curta o Instagram @analavratti