Cannes Lions | Dia da Ação no Festival reúne marcas e agências em prol dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

25 de Junho de 2020

Richard Edelman, CEO da Eldeman, agência global de comunicação

Quarta-feira, 24 de junho, foi um dia cheio na plataforma de transmissões LIONS Live, do Cannes Lions. A ênfase das discussões foi nas tomadas de decisões de marcas integradas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostas pela Organização das Nações Unidas.

Esses objetivos visam a acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas até 2030, por meio de ações pactuadas entre os membros das Nações Unidas em 2015.

Project Everyone, Shaftesbury, IBM, P&G, Diageo e Edelman + Unilever participaram no debate, por serem engajadas com o progresso mundial. Além de participarem compartilhando seus pontos de vista, esses agentes da indústria da criação se comprometeram com a We Mean Business Coalition.

Essa iniciativa multissetorial mobiliza negócios para influenciar fazedores de política a promover mudanças de governança relativas à mudança climática, sem deixar de promover desenvolvimento.

Os 17 ODS
O cofundador da Project Everyone, Richard Curtis, resumiu bem a proposta dos 17 ODS em sua sessão: “Eles são um mapa de viagem, uma planta de construção e são o plano mais inclusivo que qualquer país já nutriu e com o qual realmente se comprometeu, e que podemos usar de maneira eficaz agora. Milhões de organizações, ativistas e pessoas acreditam nesses objetivos – a questão é como conseguiremos torná-los mais famosos e como podemos usá-los com máximo proveito”.

Adiante do propósito
Já na sessão da IBM, foi a vez de Bob Lord e Chelsea Clinton colocarem na mesa a necessidade que as marcas têm de buscar ir além de seus propósitos originais e se comprometerem à ação e à responsabilização num mundo em que consumidores não querem mais apenas promessas. Clinton enxerga na publicidade a responsabilidade de mudar a narrativa: “o que vocês estão fazendo para mudar o que as pessoas veem como possível para elas mesmas, para suas crianças e famílias? Porque, afortunadamente, se vemos algo como possível, comecemos a exigí-lo.”

Por fim, a tônica da palestra de Marc Pritchard, Chief Brand Officer da P&G, foi de enxergar a crise da pandemia de coronavírus como uma oportunidade para revelar as máculas sociais e buscar a reinvenção. Pritchard apresentou como exemplo o ritmo das mudanças na própria “casa”, a P&G: “Declaramos a aspiração a alcançar representação multicultural de 40% dentro da empresa. Estamos fazendo avanços sólidos, mas ainda estamos aquém em nossas equipes de agência e sequer perto de onde devemos estar nas equipes de produção.”

Notícias Relacionadas