CANNES 18 | Philip Morris incentiva substituição do tabaco e espaço para alternativas

07 de Agosto de 2018

Estamos pedindo para a comunidade criativa para se juntar a nós e ajudar

 

A Philip Morris International (PMI) adotou uma estratégia que dá para classificar tranquilamente como arriscada, mas também muito interessante. E basicamente desafiou todo mundo em Cannes a seguir em sua empreitada.

A empresa incentivou os profissionais da indústria de publicidade a ofertar opções alternativas ao tabaco, como os cigarros eletrônicos e o tabaco aquecido, que fariam menos mal que os cigarros comuns.

“As pessoas que fumam merecem informação sobre melhores alternativas. A mídia pode participar com um papel importante nisto, inclusive dando espaço para esta iniciativa. Deixar o tabaco e a nicotina é a melhor opção para os fumantes, mas para quem não conseguir, as alternativas (como o cigarro eletrônico) são melhores que continuar fumando cigarros comuns”, disse Jacek Olczak, COO da Philip Morris International.

“Nós queremos um mundo onde as pessoas que continuariam fumando mudem para alternativas que causem menos danos. Começamos isso com um posicionamento corajoso em Cannes: queremos criar um mundo em que todos esses fumantes escolham melhores alternativas. Agora é hora para as pessoas saberem que falamos sérios. E vamos tomar medidas concretas para isso”, completou Olczak.

Em seu comunicado para a imprensa a empresa incentiva agências que queiram fazer parte dessa iniciativa a mandar um email para a Vice-Presidente de Comunicação, Marian Salzman. 

“Estamos pedindo para a comunidade criativa para se juntar a nós e ajudar na conscientização sobre o potencial da ciência, tecnologia e inovação para as pessoas que fumam e as pessoas em torno delas”, declarou Salzman em seu discurso em Cannes.

Batalhando por anos e anos contra medidas governamentais que limitaram a venda e publicidade do cigarro e até o encarecimento dele via tributos, parece que a Philip Morris mudou sua estratégia em 180 graus, oferecendo a solução para o que no fim será a substituição do tabaco.

A empresa está se apoiando no argumento da ciência e da tecnologia para mudar sua imagem e indicar os possíveis substitutos. Tanto o cigarro eletrônico como o fumo com tabaco aquecido não causariam os danos à saúde que o cigarro normal ocasiona.

E mudando essa mensagem para o mundo, finalmente aceitando que os cigarros não são uma boa para seus consumidores, eles podem focar em tentar emplacar seus produtos e continuar relevantes. 

Ou seja, é arriscado, mas se der certo será uma ideia espetacular, já que é muito raro que empresas consigam se reerguer dessa forma depois de serem empurradas para fora do mercado.