Cannes Lions | Entrevista com Erh Ray, jurado da Categoria FILM e Co-CEO & CCO Havas Creative Group Brazil

08 de Junho de 2017

Erh Ray iniciou sua carreira como diretor de arte no sul do Brasil. | Ao longo de seus 25 anos de carreira publicitária, Erh Ray criou algumas das campanhas mais premiadas em festivais brasileiros e internacionais, as quais resultaram em 16 Leões no Festival de Cannes, além de prêmios em eventos como Clio Awards, FIAP, New York Festival Award. Ele já teve 42 de seus anúncios publicados na revista “Archive”. Em 1994, foi contratado pela DM9DDB, onde criou campanhas premiadas para clientes como Parmalat, Honda, Itaú, Electrolux, Antarctica e Microsoft. Seu trabalho atraiu a atenção da DDB  Nova Iorque. Lá, criou campanhas para Bentley, McDonald´s, Compaq e Philips. Em 2000, regressou ao Brasil como vice-presidente de criação para América Latina da DM9DDB e no final de 2002, fundou sua própria agência, a BorghiErh. Em 2012, Erh construiu um projeto inovador, partindo do zero - uma agência aberta à inovação sem restrições para criar, trazendo novas soluções e ideias que fazem a diferença. Em 2014, se uniu a Gal Barradas, ex-sócia e Presidente da agência F.biz, para lançar em São Paulo a maior agência francesa, a BETC. Após apenas 3 anos de vida, a agência incorporou a Havas Worldwide e passou a atuar sob a bandeira BETC/Havas, contemplando em seu portfolio clientes como China in Box, Citroën, Hering, Parmalat, Pão de Açúcar, Peugeot e Reckitt Benckiser. Em 2016, Erh e Gal foram eleitos como melhores lideranças de agência, pelo Prêmio ABP. No mesmo ano, seu nome foi apontado entre os 10 publicitários mais admirados do país, segundo a pesquisa Agency Scope, da Scopen (ex-Grupo Consultores).

 

Quantas vezes você participou do Festival e quais prêmios conquistou no Festival?

Compareço ao Festival de Cannes todos os anos desde 1995 e, neste período, foram 16 Leões.
 

Qual é a sensação de ser jurado da Categoria FILM, a mais cobiçada pelos publicitários?

É incrível, ainda mais sendo a minha terceira vez como jurado nesta categoria. Receber a oportunidade de julgar uma categoria tão tradicional e importante dentro do Festival é uma honra! 

Qual a sua avaliação sobre a performance do Brasil neste ano ao longo do Festival?

Apesar do nosso mercado ter sofrido com a crise econômica e os cortes de verba, estou certo de que o Brasil terá ótimos (e premiados) representantes no Festival. 

De 3 anos para cá, o que você destaca como grandes mudanças no Festival e o que será avaliado em FILM?

O Festival mudou para acompanhar o crescimento e o amadurecimento da indústria. Sinto que ele evoluiu junto com a publicidade e se adaptou ao nascimento de novas tecnologias. Em Film, o bom storytelling ainda é a chave para uma peça premiada. 
 

Qual é o aprendizado que você espera ter com os colegas de seu Júri?

É sempre bom ter contato com pessoas de outras culturas e de referências distintas das nossas. Espero escutar os diferentes pontos de vista sobre as peças e, com isso, expandir o meu próprio repertório. 
 

Cite um grande trabalho da sua agência que vai concorrer Cannes neste ano.

Sem dúvidas, o Woman Interrupted App.

Como as agências locais podem se inspirar em Cannes e trazer resultados inovadores aos seus clientes?

Cannes é uma fonte de referências. As agências devem usar as boas ideias do Festival para mostrar aos seus clientes o poder transformador que a criatividade pode exercer sobre as marcas.
 

O que não falta na sua bagagem para Cannes?

O meu Obaminha, para não deixar de atualizar o Instagram. (instagram.com/whereis.obama)

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