Publicidade
Cinema: Orçamento inflacionado
11 de Agosto de 2011

Cinema: Orçamento inflacionado

Publicidade

Um balanço publicado na Revista de Cinema, no início deste ano, sobre o aquecimento do mercado cinematográfico brasileiro, para o qual foram destinados R$ 337 milhões em 2010, ainda ressoa no metier audiovisual e serve de parâmetro para diversas análises e estratégias de produção. Gabriel Carneiro, autor do texto, constatou a concentração de recursos em poucas produtoras e ocasionando também um aumento significativo no orçamento das produções. O custo médio de um filme de baixo orçamento saltou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,5 milhões e as produções de alto orçamento que somavam 6 milhões  atingiram em média às cifras dos R$  10 milhões. Outro aspecto importante observado pelo jornalista foi a queda na produção de BOs, bem como, a dificuldade em viabilizar filmes com esses orçamentos considerados baixos e cujos filmes não estão focados no retorno de mercado. As justificativas dos produtores para esse efeito inflacionário foram diversas, desde o aumento dos cachês da equipe e do elenco à profissionalização e à especialização que geram um aumento significativo no número de profissionais no set. Outros fatores também foram apontados como ônus inflacionários da produção: o aumento do preço do aluguel dos equipamentos que está diretamente relacionado com a renovação dos parques por parte das locadoras; a finalização, sobretudo, em função do requinte tecnológico; os impostos, as taxas e os encargos sociais.

Todo filme brasileiro é realizado com recursos públicos, fato justificado por ser a atividade do audiovisual uma das maiores economias em termos mundiais. Mas, apesar de ser considerada nacionalmente uma economia ainda em formação, a produção audiovisual é, sobretudo, uma questão de soberania cultural.

Publicidade

Creio que o ano de 2011, vem demonstrando a mesma situação do ano anterior. Essas questões devem ser acompanhadas com o contentamento do reaquecimento da produção de um lado e a preocupação com a diminuição da diversidade de propostas estéticas e de proponentes, do outro.  Além disso, a redução no crescimento dos filmes de BOs deve ser analisada com rigor, justo este formato que tradicionalmente permite uma oxigenação na produção e por não ter um compromisso rigoroso com o mercado tem possibilitado filmes com narrativas instigantes e a vazão de talentos emergentes do curta-metragem. E se essas questões se acentuarem, é hora da ANCINE também cumprir o seu papel de agência reguladora da atividade audiovisual.

Fontes Valores (R$) em 2010

Artigo 1º (1º semestre) …………………………… 7,7 milhões

Artigo 1ºA (1º semestre) ……………………….. 15,6 milhões

Artigo 3º (1º semestre) …………………………. 15,4 milhões

Artigo 3ºA (1º semestre) …………………………. 6,5 milhões

Funcines (1º semestre) ………………………………. 6 milhões

Condecine (1º semestre) …………………………. 6,5 milhões

Lei Rouanet ………………………………………………… 120 mil

MinC …………………………………………………….. 29 milhões

FSA ……………………………………………………. 81,5 milhões

Funcine Rio 1 …………………………………….. 18,25 milhões

Petrobras Cultural …………………………………. 27,2 milhões

Oi Futuro ……………………………………………… 15,5 milhões

BNDES …………………………………………………… 14 milhões

São Paulo (Estado) ……………………………………. 14 milhões

Rio de Janeiro (Estado) ……………………………… 10 milhões

Pernambuco ……………………………………………….. 8 milhões

DF ………………………………………………………….. 5,1 milhões

Ceará …………………………………………………………. 3 milhões

Santa Catarina ……………………………………………. 1,9 milhão

Paulínia …………………………………………………….. 26 milhões

Rio de Janeiro (Município) ………………………….. 18 milhões

São Paulo (Município) ………………………………….. 8 milhões

TOTAL ……………………………………………….. 337,25 milhões

 

Claquete

Nação Brasil. O incansável Claudinho Rio conseguiu criar o Centro Cultural Nação Brasil no centro histórico de São José. A idéia é levar, para um público que não tem condições de acesso à cultura, filmes gratuitamente num espaço confortável e com qualidade de projeção. Claudinho que já fez muito pela cultura popular, coroa seu trabalho com a inauguração desse novo espaço. E vem muito mais por aí!

Trilogia.  Marco Stroich terminou as filmagens do seu curta “Desencanto”. Marco fez “Desilusão” e agora põe “Desencanto” na lata. Nasce aí uma promissora trilogia de curtas-metragens;

Curta MINC. Já, Ricardo Weschenfelder roda em setembro o curta “Dicionário”, inspirado em conto de Lindolf Bel e vencedor do Edital do MINC.  As filmagens ocorrerão em Blumenau e Timbó. Tive o prazer de trabalhar junto com Weschenfelder no “A Antropóloga”. Adelante, Ricardo!

Cruz e Back. O mestre Sylvio Back, diretor do competente “Cruz e Sousa, o poeta do Desterro”, propôs a criação de uma estátua do poeta simbolista no mar (em cima de uma pedra) da baía norte- feita por um artista catarinense – à comissão do sesquicentenário de nascimento de Cruz e Sousa.  A data dos 150 anos é no dia 24 de novembro. A idéia é excelente e, se efetivada, certamente será ponto de apreciação dos tripulantes e passageiros das inúmeras embarcações que transitam por ali. Com a palavra nosso eterno reitor e secretário municipal de Educação, Rodolfo Pinto da Luz;

Poética. Maria Emília, a profissional mais requisitada da área e minha eterna parceira, lança o poético “Mulher Azul” na FunBADESC no dia 31 de agosto. O curta, filmado no sul da França, com a cor de Van Gogh, é dedicado ao Gilberto Gerlach e inspirado no livro homônimo do escritor Renato Tapado;

Boppré, Silveira e Édio. O competente trio, prá lá de conhecido no meio cultural da cidade, está junto no bom e vigoroso “Pequenos Desencontros”. Fui na pré, no Paradigma e curti. Destaque para a interpretação da obra do Silveira de Sousa, para o excelente tipo do ator Édio Nunes e pelo olhar urbano de ver/mostrar da cidade da direção;

Publicidade
WhatsApp
Junte-se a nós no WhatsApp para ficar por dentro das últimas novidades! Entre no grupo

Ao entrar neste grupo do WhatsApp, você concorda com os termos e política de privacidade aplicáveis.

    Newsletter


    Publicidade