Caro Editor do Acontecendo.
10-02-06 – Eu também quero prestar minha homenagem ao Chico Socorro. O Chico eu conheço desde que comecei em Propaganda, em 1970, mesmo que ele não me conhecesse. Me disseram, quando comecei, lá naqueles tempos de Porto Alegre, que eu devia olhar como os caras de São Paulo faziam. Que eu devia olhar como faziam o Neil, o Petit, o Zaragoza, o Alex, o Castelo Branco, o Chico. Conheci o Chico assim, olhando a boa propaganda que se fazia em São Paulo. Sempre fui muito a São Paulo, desde aquela época, beber na fonte. Conheci o Neil, trabalhei com o Hans Damman, fiz parceria com o Duailibi mas, que azar, nunca encontrei aquele sujeito que eu conhecia e admirava sem que ele soubesse. Mas aí o Chico veio pra cá. Trabalhamos juntos na Propague. Trabalhos juntos em outros projetos. Conheci um outro Chico, tão brilhante, tão ético, tão fantástico quanto o Chico profissional: o Chico pessoa. Tenho o privilégio de poder dizer hoje que o Chico, pra mim, é mais que um amigo: é meu irmão. O que eu devo a ele não cabe aqui. Só cabe no coração.
Beto Soares, sócio da B Propaganda
