O texto abre assim: "Há apenas cinco anos, a conversa em Detroit era se a Ford conseguiria superar a General Motors. Agora a conversa é sobre qual das duas empresas está pior".
A matéria fala sobre os desafios do novo CEO da empresa, Mark Fields, acentuados pela força da Toyota, que deverá ultrapassar a GM neste ano como maior montadora do mundo e que a certa altura no ano passado chegou perto demais de ultrapassar a Ford e se tornar a segunda maior montadora no mercado americano.
Ainda segundo a reportagem, a Ford está cerca de um terço menor nos Estados Unidos e lidar com a GM se tornou particularmente traiçoeiro para a montadora, uma vez que a GM provou novamente no verão passado que ainda está disposta a sacrificar uma performance de longo prazo por um ganho de curto prazo, oferecendo aos consumidores descontos acentuados, que normalmente reserva apenas aos seus funcionários.
A Ford e a Chrysler foram forçadas a igualar as ofertas, o que fez as vendas decolarem. Mas as vendas despencaram praticamente no momento em que as ofertas acabaram, e o truque fez pouco para ajudar a GM ou a Ford a afastarem a ameaça representada pela Toyota. Nos anos 80, a forma encontrada pela Ford para enfrentar a Toyota foi o lançamento o sedã Taurus, que inicialmente superou em vendas o Camry da Toyota.
Para tentar reverter a situação, a Ford lança uma primeira onda de novos veículos, que visam recuperar pelo menos parte de suas vendas perdidas. Eles incluem um crossover chamado Edge, assim como o MKX, um substituto para o utilitário esporte Lincoln Aviator, e o Ford Reflex, um carro conceitual cujas portas que abrem para cima mostram que a Ford acredita que um automóvel pequeno ainda pode ser criativo.
Em 23 de janeiro, Mark Fields fornecerá detalhes do "Way Forward" (caminho à frente), nome que escolheu para seu plano de recuperação em uma das primeiras reuniões após sua chegada a Dearborn. O plano deverá incluir fechamento de fábricas, milhares de demissões, novas imagens para as divisões Ford e Lincoln-Mercury, assim como um esforço renovado para enxugar a empresa, reduzindo despesas e eliminando "funcionários de colarinho branco".
A matéria pode ser acessada na íntegra por assinantes do UOL (tradução é de George El Khouri Andolfato) ou por cadastrados no site do The New York Times.
Fonte: CCSP
10-01-06 – Matéria publicada pelo The New York Times, assinada por Micheline Maynard e intitulada "Há um futuro para a Ford", discute a situação da montadora no mercado norte-americano.
