Cervejaria americana usa Internet das Coisas para agilizar análise de processo de fermentação e melhorar qualidade da bebida

07 de Agosto de 2017

A cervejaria americana Deschutes Brewery, de Oregon, está usando desde o ano passado a Internet das Coisas (IoT) para melhorar o processo de fermentação da bebida e produzir cervejas com melhor qualidade. Por ser uma empresa familiar e artesanal, o desafio é lançar regularmente novas cervejas para manter o interesse dos clientes. O problema é que cada cerveja tem um processo de fermentação diferente, que pode ser dividido em até nove etapas. Para verificá-las normalmente, era necessário realizar leituras e análises manuais constantes. A solução para este problema foi utilizar a Internet das Coisas (IoT), por meio da leitura de dados em tempo real combinada com machine learning, para prever quando as transições ocorriam, minimizando assim as leituras manuais.

Usando Big Data e machine learning, a cervejaria pôde prever com precisão o momento de mudança entre os processos, economizando tempo de transição entre as etapas de fermentação. De acodo com Tim Alexander, assistente de fermentação, como resultado, após 24 horas do início da fermentação, a empresa conseguiu ter uma previsão precisa de onde ela deveria terminar. "Essas previsões não apenas economizam tempo na passagem para a próxima etapa da fermentação, como também nas etapas futuras, pois elas vão acontecendo de forma mais gradual quando a transição é realizada na hora certa", declarou.

Segundo o site Dino, o maior ganho para a Deschutes Brewery está na operacionalização das previsões de quando diferentes cervejas passam da fermentação primária para a secundária, resultando em uma economia de até 72 horas do tempo de produção. No futuro a empresa planeja automatizar ainda mais para que chegue em um ponto em que o sistema simplesmente indique que está na hora de mudar para a próxima etapa.