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Zico e Zeca são dois grandes amigos.
A amizade nascera ali mesmo, atrás de dois copos de cerveja.
“Ninguém fica amigo atrás de um copo de leite”, costuma dizer o Zico.
Só que, depois da primeira garrafa de cerveja, os dois mudavam de gênero, isto é, de bebida. Partiam para a cachaça.
Naquele dia foi assim. Zeca, já de cara cheia, pediu meia garrafa de cachaça.
Zico, para não ficar atrás, pediu meia garrafa também.
COMENTÁRIOS
Salve Elóy Simões.
Professor e amigo sempre nos beneficiando com luzes às questões jornalísticas. Agradeço a citação e concordo totalmente. Release é release, informação de primeira é outra coisa, privilegiando o jornalista e/ou colunista com um destaque especial além da notícia. Coluna trabalha com informações especiais. Release é pra redação, pro corpo da matéria, pras editorias etc. Mas não quer dizer que não possamos passar os olhos, dar uma conferida. No mais é isso. Obrigado professor, pela citação da nota veiculada ná coluna do jornal Notícias do Dia.
Ricardinho Machado
Jornalista
“Então, bota na garrafa do Zeca, nóis é vizinho, lá a gente divide.”
Assim foi feito.
Na longa caminhada até a cada deles,o papo seguiu animado.`
Conversa vai, conversa vem, Zeca foi tomando gole depois de gole da cachaça, até que a garrafa ficou vazia.
Zico, claro, não gostou:
“Você bebeu minha metade!”
“O que você queria que eu fizesse? Sua metade estava na parte de cima.” (Contado por Rolando Boldrin no Senhor Brasil e recontado aqui do meu jeito)
- “Agências de publicidade e clientes têm mesmo duas moedas. Quando é pra divulgar que suas contas têm grandes clientes não se furtam em entupir as colunas com notas e releases. Mas quando é pra buscar uma parceria ou patrocínio, eles desaparecem feito mágica. Deixe estar, jacaré.”
Talvez a nota, publicada na Coluna do Ricardinho no Notícias do Dia de 09 de março, tenha passado desapercebida. Não devia. Ela mostra como estamos trabalhando mal a assessoria de imprensa.
- Começa com o release, essa coisa que já devia ter sido eliminada há muito tempo. Desde sempre o jornalista reclama do exagero do uso dele.
“Eu nem leio. O release, quando chega, vai direto pro lixo”, ele diz. Mas tem gente que ainda insiste.
Em segundo lugar, as Agências precisam separar bem as coisas. A missão dela não é fazer assessoria de imprensa. Isso é coisa para profissional competente.
Em terceiro lugar é preciso jogar fora as porcarias e só incomodar o jornalista quando houver uma informação que valha a pena.
Se não fizermos tudo isso, vai acontecer como no causo que reproduzi lá em cima: as coisas se misturam. A boa notícia de baixo vai se misturar com o trololó de cima. O jornalista já não poderá distinguir qual de fato é a fonte. E no interesse de quem desejam que ele publique determinada informação.
Se ele perceber que é só no interesse da agência ou do anunciante ele tem, claro, o direito de exigir reciprocidade.
Defnitivamente, assessoria de imprensa não é trabalho para qualquer um.
