Artesanato regional é fortalecido com plataforma de comércio virtual

08 de Outubro de 2019

O empreendimento Raízes visa a preservação da natureza e produção de renda para artesãos que vivem no entorno de unidades de conservação da região do Lagamar paranaense

Fernanda de Souza Sezerino, gestora ambiental e professora universitária, pesquisa há 10 anos alternativas para gerar renda a comunidades localizadas em áreas de conservação. O intuito é mostrar que a conservação ambiental não é um ostáculo para o desenvolvimento econômico, existindo formas de se ganhar dinheiro com impacto socioambiental positivo.

Junto com mais quatro empreendedores do litoral paranaense, foi criado o Raízes, negócio que propõe consolidar o artesanato local. “Nós queremos potencializar a comercialização do artesanato a base de fibras naturais aqui da região. Por meio de um comércio virtual, queremos alcançar novos mercados, dar mais visibilidade e agregar mais valor para os produtos feitos por moradores do entorno de unidades de conservação”, destaca Fernanda. Entre os produtos estão materiais escolares e objetos de decoração.

Explorar os saberes locais é outro objetivo da iniciativa. Além do e-commerce, o projeto vai atuar na capacitação e formalização dos artesãos locais e na construção de novas parcerias para a região. “Um lado da nossa proposta é resgatar toda a identidade cultural aqui da região a partir da produção do artesanato. Também vamos trabalhar com a valorização da sociobiodiversidade local”, afirma Fernanda. O Raízes é um dos negócios desenvolvidos ao longo do Programa Natureza Empreendedora, idealizado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza para articular e capacitar atores e desenvolver negócios inovadores para a região do Lagamar paranaense.

Ao todo, 35 empreendedores de Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaraqueçaba estão envolvidos no Natureza Empreendedora, que também conta com o apoio do Sebrae-PR na fase de ideação de propostas.

“Queremos mostrar que desenvolvimento econômico e conservação da natureza conseguem andar lado a lado, gerando benefícios para o meio ambiente e para a comunidade local. É o chamado ‘negócio de impacto’ que gera resultados financeiros positivos de forma sustentável e ainda protege e valoriza o patrimônio natural”, destaca Guilherme Karam, coordenador de Negócios e Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário.