Primeira edição da Parque Gráfico em Florianópolis tem início nesta sexta-feira (13)

09 de Maio de 2016

A Parque Gráfico se prepara para colocar Santa Catarina no calendário nacional das feiras de arte impressa, dedicadas a reunir, expor e discutir publicações independentes, autorais e que dificilmente seriam encontradas no circuito comercial ou em grandes editoras. O evento será realizado entre os dias 13 e 15 de maio, no Museu da Escola Catarinense (MESC), em Florianópolis.

A ideia de criar a feira partiu da dupla de designers Camila Petersen e Thiago Bazinga Vieira, que inscreveram o projeto no edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura de SC e foram selecionados. A motivação inicial dos dois era incrementar a agenda cultural da cidade, e se possível do Estado, com um modelo de evento que, há algum tempo, vem dando certo em outros lugares.

O formato já é conhecido do público de São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, com as bem-sucedidas Feira Plana e Pão de Forma, respectivamente. Os artistas se reúnem em um mesmo espaço, ao longo de um final de semana, para mostrar sua produção e entrar em contato com o público – que cresce cada vez mais, para esse tipo de produto.

Na Parque Gráfico, serão 54 expositores, divididos entre a seção principal e a Parquinho -  Feirinha de Arte Impressa, esta última voltada para as publicações que mais se identificam com a faixa etária infanto-juvenil. A lista de participantes conta com inscritos e também convidados, como João Varella, da editora Lote 42, e o quadrinista Pedro Franz. Na Parquinho, o destaque é a parceria com a Original Kids, iniciativa dedicada a promover encontros entre profissionais de diferentes áreas ligadas à criatividade com crianças e adolescentes.

Na mostra da Parque Gráfico, o público poderá conhecer, folhear, tirar dúvidas sobre e adquirir publicações dos artistas participantes. Entre os materiais estarão zines, catálogos, livros de artista, xilogravuras, postais e outros. Os trabalhos foram selecionados com base em alguns critérios como tiragem limitada, fabricação artesanal e valor artístico. A expectativa é de que o evento se consolide no calendário cultural e passe a ocorrer anualmente