Coluna Ozinil Martins | Amazônia: patrimônio de todos!

02 de Setembro de 2019

A polêmica da Amazônia, não fosse trágica, seria risível

A polêmica da Amazônia, não fosse trágica, seria risível. O que tenho ouvido e lido mostra, de forma absoluta, a hipocrisia que tomou conta do mundo.
Vocês estão lembrados de que o nome Brasil deriva de uma árvore, em extinção, chamada Pau-Brasil e, que foi o motor da colonização do país após seu descobrimento. Quem foram os exploradores que nos privaram desta riqueza?

Segundo artistas e pessoas que li, a Amazônia é o pulmão do mundo. Errado! Todo oxigênio produzido na floresta é, praticamente, consumido pela própria floresta. O grande fornecedor de oxigênio para o planeta são os oceanos, que estão sendo plastificados aos poucos e não vejo gritaria pelo mundo nem posições sérias para acabar com o uso do plástico. Semana passada cientistas denunciaram o aparecimento do plástico no Ártico (até então intocado) e de partículas minúsculas de plástico oriundas de pneus. Sim, o esfarelamento lento dos pneus gera micropartículas que não se incorporam a natureza.

Ah! Entre as fotos divulgadas com indignação estão girafas sendo queimadas na Amazônia. Fotos de queimadas que acontecem desde que o Brasil é Brasil (não se justifica) sendo divulgadas como se fossem atuais. Lembro que, quando moleque, na década de 60 (século passado óbvio) o Paraná ficou em chamas e a capital - Curitiba - transformou-se em pura fumaça e fuligem. Prática antiga e criminosa usada por agricultores despreparados. Importante lembrar que o solo da Amazônia é muito pobre em nutrientes e só se mantém pela cobertura florestal que o retroalimenta e mantém a floresta em pé. Destruir a floresta terá como consequência a desertificação da Amazônia. E, o motivo principal da dilapidação da natureza não é atacado por motivos religiosos. Se quisermos enfrentar o problema de frente, há que se controlar o crescimento populacional. Simples assim! O resto é consequência!

Importante: talvez deputados e senadores em um gesto de grandeza possam transformar o fundo eleitoral em dinheiro para combater  as queimadas na Amazônia e na região Centro-Oeste. Boa oportunidade para mostrar cidadania. Para pensar!

A palavra é prata; o silêncio é ouro!

Ditado popular que expressa a verdade da forma mais simples possível. A forma como qualquer indivíduo se expressa gera, no outro, uma capacidade de compreensão que, às vezes, não é aquela expressada, mas sim a forma como o receptor a entende. Comunicar é fazer-se entender; é permitir aos outros que a decodificação de sua mensagem seja recebida e entendida. O Presidente Bolsonaro não é, por mais paixão que exista por parte de seus seguidores, um bom comunicador; diria mais, que ele tem muita dificuldade em se fazer entender. Um governante, independente de nível, tem que pautar sua comunicação pela sobriedade. Nem sempre, mesmo quando existem razões, a comunicação pode ser agressiva. Há formas e formas de se comunicar. O desmonte de um governo que foi aparelhado ao longo de 20 anos não é fácil; as estruturas do Estado, os conselhos criados, a ocupação de cargos chave por pessoas que professam outra ideologia conduz o governante à sensação de impotência e, falar é uma forma de desabafo. Recentemente o Presidente expressou-se sobre as ONG’s que operam na Amazônia; o fez de forma passional e sem provas. Se tivesse explicado que no Brasil, segundo dados oficiais, existem em torno de 280 mil ONG’s e que, só na Amazônia operam mais de 100 mil; que estas ONG’s, na maioria estrangeiras, eram mantidas pelo dinheiro do Fundo Amazônico e, que este repasse foi suspenso; que o Brasil tem a mais avançada legislação ambiental do mundo e que mais de 60% do território nacional está intocado do ponto de vista ambiental poderia gerar uma comunicação positiva que seria bem aceita pelo mundo. Partir para o rebate das acusações com dados concretos e positivos é uma arma de comunicação imbatível. Que o Presidente deixe que os profissionais respondam e se preserve para evitar conflitos verbais que não levam a lugar nenhum; só a radicalização!

Mulheres que fazem a diferença!

Em 1967, quando se acreditava que as mulheres só podiam correr até 2,5km, uma corredora inglesa resolveu desafiar as regras vigentes. Como as mulheres eram proibidas de correr maratonas ela inscreveu-se usando apenas a inicial de seu nome e o sobrenome – K. Schweitzer, K de Kathrine. Com macacão e gorro na cabeça só foi descoberta depois da corrida iniciada e, protegida por seu treinador e namorado, concluiu a corrida e abriu uma porta que, 5 anos depois, permitiu às mulheres participarem das maratonas. Isto é um protesto bem sucedido, fazer necessidades fisiológicas na rua é escatologia! 

Prof. Ozinil Martins de Souza

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    Possui graduação em Geografia pela Fundação Universitária Regional de Joinville e pós-graduação em Educação pelo Instituto Catarinense de Pós-Graduação. Tem forte experiência na área de Administração de Recursos Humanos, Negociação Sindical, Consultoria Empresarial e Empreendedorismo e atua na área acadêmica.