CANNES 18 | Hakuhodo explica a tecnologia e cultura japonesas aos profissionais de marketing 

23 de Junho de 2018

Yang Yeo, Naho Momoi e Kentaro Kimura da agência japonsea Hakuhodo, convidaram Naoya Matsui, gerente geral da Sony e Kunihiko Morinaga, designer da UNREALAGE para uma conversa sobre aspectos culturais do Japão e a tecnologia, uma das vantagens competitivas do país.

Eles explicam que o Japão é a terra dos 'Otaku', do Sumo, do Baiacu, do Cosplay e das batalhas de comida. É um país onde os entusiastas ultra-obsessivos vivem seus interesses ao extremo. Esta é uma das razões pelas quais pessoas criativas de todo o mundo reúnem-se em Tóquio para procurar o extraordinário e mergulhar em uma estimulação diferente , dentro deste universo fantástico, eletrizante e às vezes bizarro.

Naoya Matsui apresentou o cachorrinho Aibo, um criação do setor AI e Robótica de Sony. Ele explicou que a Sony tentou criar algo que nós todos amaremos e trabalharam na relação interativa do robô e do seu dono. E chegaram no conceito que um robô não é somente um dispositivo, mas um parceiro, o dono cresce com o robô e o robô cresce com seu dono.

Kunihiko Morinaga por sua vez explicou que ele cria roupas que vão do mundo real ao mundo irreal. “O que não é visto pode ser mais interessante do que pode ser visto.” comentou Kunihiko.
Ele trabalha no conceito de UNREAL COUL, de que a irrealidade pode ser ainda mais real do que a realidade. E disse acreditar que a moda pode mudar nossa vida banal e as roupas funcionam como um catalizador dessa mudança. Ele usa a tecnologia para criar roupas, e seu estúdio se parece mais com um laboratório cientifico. As roupas produzidas por ele, por exemplo, mudam de cor de acordo com a incidência da luz, por matérias fotocrômicos.

Naoya replica dizendo que na mentalidade japonesa um robô pode ser um amigo, diferente da cultura ocidental. “Nós estamos vivendo a realidade do presente, porém sempre cultivamos na imaginação fantasiosa.” Complementou Kunihiko que explicou que ele não quer fazer ficção cienîtfica, mas somente algo especial para nossas vidas.

Naoya retomou sua explicação e falou que os japoneses crescem com os animes, onde robôs e humanos são amigos. "Bem diferentes dos filmes ocidentais, onde os robôs matam, brigam e obedecem ou desobedecem as pessoas. Eles devem obedecer ou trabalhar para as pessoas, mas no Japão as pessoas são entusiastas dos robôs e acham que os robôs e humanos podem viver em harmonia juntos." 

"E no Japão hoje há uma busca por robôs que tenham a aparência de estar vivos. Sem cabos, sem parafusos, movimentos perfeitos e robôs que apreciam ser reconhecidos”, comentou Naoya.
Ele destacou que desejos e personalidade são coisas que a Sony hoje busca em seus robôs. A inteligência artificial vai reduzir nosso tempo de trabalho e fará com que nossa sociedade evolua com uma orientação mais humana.

Yang Yeo fez uma pergunta a Kunihiko em seguida: "Por que você leva seu design de moda ao extremo?"

Kunihiko respondeu: "Porque a tecnologia pode trazer algo de incrível e algo de único que lhe permitiria se destacar de outros designers de moda convencionais. A tecnologia, que muda de cor, que muda de aspecto, pode criar novas emoções nas  pessoas."Kunihiko explicou  que essa coleção de tecnologia tinha um conceito que não deveria depender da sazonalidade convencional da moda. E afirmou que celebridades como Bjork e Lady Gaga usam suas roupas.

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